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::IPI
menor impulsiona vendas de
carros | |

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A
redução temporária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),
anunciada pelo governo, levou o consumidor novamente às
concessionárias e reativou os negócios. A medida, que vale até 31 de
março de 2009, foi tomada para aquecer o mercado de automóveis, e já
mostrou resultados, com um aumento de 30% nas vendas no 1º final de
semana após sua implantação.
De acordo com o gerente de
vendas da Renault Brasil Ibirapuera, Daniel Dalcolmo, a redução do
IPI para os carros novos deu um novo fôlego às lojas. "Neste
primeiro fim de semana tivemos um reflexo significativo no volume de
vendas, com um crescimento de 15%, além de aumentar o movimento em
torno de 30% ", afirma Dalcolmo.
Para o vendedor da Renault
Itavema Indianópolis, João Galvão Neto, a medida ajudou a acabar com
o clima de crise na concessionária. "O consumidor voltou a ter
confiança em comprar e os descontos e os juros baixos serviram como
um forte incentivo", afirma.
O IPI sobre os carros
populares, com motor de até 1.000 cilindradas, caiu de 7% para zero.
Os modelos com motorização acima de 1.000 até 2.000 cilindradas
sofreram redução de 13% para 5,5%. As picapes até 2 litros também
sofreram redução. Já os carros com motores superiores a 2 litros
mantiveram as alíquotas de 25% (gasolina) e 18% (álcool ou flex).
Se a redução do IPI for totalmente repassada, o desconto
médio pode ficar entre R$ 1.200,00 e R$ 1.600,00 nos populares, e
entre R$ 3.000,00 e R$ 4.000.00 nos carros com motor até 2.0 litros.
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Veja como ficou a tabela do
IPI |
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Veículos até 1.000
cc |
7% para
0% |
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Veículos com 1.001 cc a
2.000 cc (gasolina) |
13% para
6,5% |
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Veículos com 1.001 cc a
2.000 cc (álcool ou flex) |
11% para
5,5% |
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Veículos com 2.001 cc ou
mais (gasolina) |
permanecem em
25% |
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Veículos com 2.001 cc ou
mais (álcool ou flex) |
permanecem em
18% | |
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::Uma
indústria, seis
montadoras | |

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O
presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, afirmou em uma
entrevista que a Fiat precisa encontrar um parceiro para sobreviver
à crise que afeta o setor automobilístico. Na publicação, Marchionne
declarou que espera que a indústria mundial de carros se consolide
nos próximos dois anos, deixando apenas seis companhias em condições
de competir no setor.
O presidente da Fiat disse que para
ter uma chance de fazer dinheiro, é preciso vender de 5,5 milhões a
6 milhões de carros por ano. "A Fiat não está nem na metade disso. E
não estamos sozinhos nisso. Então, precisamos agregar de uma maneira
ou de outra", afirmou o executivo.
Embora Marchionne não
tenha comentado quem poderia ser parceiro da Fiat, as montadoras nas
quais a produção ultrapassa os 5 milhões de veículos são a Toyota,
GM, Volkswagen, Ford e Renault-Nissan. O executivo aposta que o
mercado mundial terá duas grandes empresas norte-americanas, uma
alemã, uma franco-japonesa, uma japonesa, uma chinesa e um outro
potencial competidor europeu. |
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::Incentivo
também para carros
usados | |

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Com
a redução do IPI para a compra de automóveis novos, os carros 0 km
ficaram mais baratos e, por conseqüência, os usados sofreram forte
desvalorização no preço. Para incentivar a venda deste setor, o
Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que o Banco Central irá
aumentar em mais R$ 6,5 bilhões o volume de recursos disponíveis
para empréstimos aos bancos com capital de até R$ 2,5 bilhões. Para
isso, usará as reservas do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Para o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida ajudará
a ampliar os financiamentos a carros usados. "Agora abrimos uma nova
porta para que as instituições pequenas e médias tenham funding e
voltem a financiar carros e motos", afirmou.
O presidente
Lula já havia confirmado que o governo trabalhava em medidas para
incrementar as vendas neste segmento. "Estamos cuidando deste
mercado agora para facilitar a venda de automóveis usados, porque
toda pessoa pobre tem que vender o seu carrinho usado para comprar
um carrinho novo", afirmou. |
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::Usados
sofrem leve
queda | |

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A
venda de veículos usados caiu 6,7% em São Paulo em novembro, na
comparação com outubro, segundo a Assovesp (Associação dos
Revendedores de Veículos Automotores de São Paulo). Já em relação a
novembro de 2007, as vendas diminuíram 4,2%. Em todo o Brasil, a
queda foi de 13,9% no mês passado, na comparação com outubro, e de
12,7% em relação a novembro de 2007, segundo a Fenabrave (Federação
Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
Para a
Assovesp, o tombo foi menor do que o dos outros segmentos do mercado
automotivo. Enquanto as vendas de novos veículos caíram 26,9% em
relação ao mês de outubro, o setor de usados apresentou uma leve
queda, ao contrário do mês anterior. Nos carros 1.0 as vendas caíram
apenas 4,7% em relação a outubro.
Os dados do mercado também
já apontam uma melhora nas linhas de crédito. Em novembro 59% dos
negócios com carros usados foram financiados, contra 49% em outubro.
O prazo médio de financiamento foi de 47 meses em novembro contra 45
em outubro. Saldo financiado foi igual a 72% em novembro, contra 64%
em outubro. Já as trocas ficaram em 58% em novembro, contra 48% em
outubro.
Ainda de acordo com a Assovesp, os carros, em
média, desvalorizaram 0,59% no mês de novembro. Os carros populares
sofreram queda de 0,45%; os importados, 1,38%; os carros a álcool,
0,66%; e os carros flex, 0,79%. Na gama Renault, o Clio ocupa a
posição de carro usado mais vendido, ocupando a 26º posição. No mês
de novembro, foram vendidos 4.729 unidades do modelo. Já a
participação da Renault em vendas de carros usados é de 2,37%,
ocupando assim a 5º posição.

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